LIÇÕES MÁGICAS: #7 Sexy, suja, safadinha e malvada
18 de março de 2016
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“Lições Mágicas” é uma série de posts baseada nos podcasts do livro “Big Magic – Creative Living Beyond Fear” ou “Grande Magia – Vida Criativa Sem Medo” da autora Elizabeth Gilbert.

Como o próprio título já diz, o livro é sobre criatividade e todos os aspectos que estão envolvidos no exercício da mesma, principalmente o medo e a procrastinação.

As tais *Lições Mágicas* são como mapas para o caminho da criatividade. Aquele empurrãozinho extra que a gente precisa quando se sente empacado nas nossas vidas criativas.

 

*Acho que dá para ler esse post ao som de Supermassive Black Hole, do Muse. ????

Betsy tem 55 anos e há 30 trabalha como professora de arte em escolas. Ela é mãe, avó e tem essa aura “boazinha” de pessoa que cria, cuida, ensina e nutre mas, nos últimos tempos, vem sentindo que há uma pessoa que não está bem nutrida: ela mesma.

Aos 55, ela descobriu que queria fazer algo diferente. Ela ainda não sabe exatamente o que é, mas sente esse desejo pulsando todos os dias. Ela ama o marido, os filhos, os alunos e se sente ótima quando está com eles, mas…há sempre um “mas”, não é mesmo?

Falta alguma coisa.

Nesse caso, um projeto criativo feito por ela e para ela mesma.

 

Tenha um caso!

O que muitas pessoas em relacionamentos fracassados fazem? Arrumam amantes, ora! :O

Eu sou completamente contra a traição e não, não estou aqui para incentivar essa prática. Estou aqui para concordar com a Liz sobre o que ela diz sobre o relacionamento que devemos ter com a nossa criatividade.

Ela coloca a criatividade no mesmo patamar da sexualidade, que deve sempre ter a chama acesa para um relacionamento saudável entre duas pessoas. No caso: eu + eu, você + você.

Pessoas que tem estabilidade financeira e emocional, apesar de quererem manter a segurança, também precisam de aventuras de vez em quando. É o caso da Betsy e pode ser o seu também.

Veja bem: ela não precisa sair do emprego, trair o marido e deixar a família, apenas dar uma fugidinha. Sair de vez em quando para se dedicar ao que a faz sentir-se viva e até mentir sobre o que está fazendo, por que não? Isso é diferente de largar tudo e se mandar por aí na garupa de um motoqueiro selvagem. haha

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(eu adoraria!)

Vocês lembram daquele filme “Dança Comigo”?

Ele mostra exatamente o que Liz quer dizer sobre pessoas entediadas e que sentem o vazio. A sinopse é essa:

Há vários anos o advogado John Clark (Richard Gere), especialista em testamentos, leva uma vida rotineira do trabalho para casa e de casa para o trabalho. Apesar de amar sua mulher, Beverly (Susan Sarandon), e seus filhos, John sente que algo está faltando algo em sua vida. Por acaso vê na janela de uma academia Paulina (Jennifer Lopez), uma bela professora de dança. Esperando se aproximar dela, John se matricula na academia. Paulina rapidamente elimina qualquer possibilidade de envolvimento com John, mas isto não o faz deixar de ir às aulas, pois ele acha cada vez mais relaxante e divertido dançar.

No filme, quando o personagem encontra a alegria de novo, muda completamente a sua postura. Afinal, o relacionamento dele com a dança é novo e excitante – como um caso extraconjugal.

Um caso sempre será prioridade na vida de alguém safadinho. Não importa se está sendo cobrado em casa ou no trabalho, a pessoa sempre irá arrumar um tempinho para namorar escondido. Tiram o máximo de toda oportunidade de encontro. Colocam o despertador para tocar de madrugada só para fazer ligações sem levantar suspeitas. E a sensação de fazer algo tão arriscado esbarra no prazer.

Pessoas que tem casos o fazem em segredo e diante à sociedade mantém uma postura imaculada e é isso o que você deve fazer enquanto mantiver o seu caso com a sua criatividade. Porque em tempos em que tudo tem que ser público e compartilhado, ter algo para si próprio nos dá mais uma chance de nos sentirmos empoderados e confiantes. Lembre-se sempre que podemos fazer muitas coisas sem que precisem ser exibidas numa galeria ou contadas em uma rede social ou blog. Afinal, o caso é seu e de mais ninguém, é o SEU amante.

É importante lembrar que, pelo menos no início do seu novo namoro com seu projeto criativo, você deva soltar todos os pensamentos relacionados a monetização do mesmo, até porque quando estamos mesmo apaixonadas, não pensamos se o fulano é rico ou não, só no prazer e amor que ele nos dá. Além de que todo relacionamento sem interesse pode ir ainda mais longe. ????

 

Be naughty

Enquanto Betsy conta sua história no podcast, Liz diz que anotou as palavras sexy, dirty, naughty e wicked (sexy, suja, safadinha e malvada) para que ela incorpore a si mesma quando tentar “esse novo relacionamento”. Como era de se esperar, Betsy ficou um pouco envergonhada, mas nada que durasse muito tempo. No fim do papo, ela já estava animada e se preparava para encarnar esse personagem.

Até porque Liz também fala do direito que as mulheres tem – ou deveriam ter – de se dedicarem a outras coisas senão suas famílias e empregos, principalmente, quando já passaram de uma certa idade. Porque a sociedade idiota continua dizendo que gente mais velha já passou do ponto e não tem muito mais o que oferecer mas é aí que ela se engana. Pessoas mais maduras são as que tem mais liberdade, riqueza e sabedoria, ou seja, são “amantes” experientes que podem levar a criatividade à loucura. Ui! ????

Bom, depois dessa eu é que não vou esperar nem mais um segundo para iniciar um affair com aquilo que pode trazer o que falta para a minha vida – o meu lado criativo. ????

 

Leia os outros posts da série:
INTRODUÇÃO – Como viver uma vida criativa e vencer a procrastinação
LIÇÃO 1 – Faça o que acende a sua alma
LIÇÃO 2 – <a href="http://www discover here.ohthais.com/vida/siga-sua-paixao-com-garra/” target=”_blank”>Siga sua paixão com garra (especial para mães)
LIÇÃO 3 – O que você procura está procurando por você
LIÇÃO 4 – A disciplina para enxergar maravilhas
LIÇÃO 5 – Acesse sua alegria
LIÇÃO 6 – Mergulhe no poço

Para ouvir mais sobre o assunto, baixe os podcasts AQUI. (em inglês)

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