LIÇÕES MÁGICAS: #1 Faça o que acende sua alma
29 de janeiro de 2016
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Na semana passada, eu falei sobre o livro que estou lendo: Big Magic – Creative Living Beyond Fear (Grande Magia – Vida Criativa Sem Medo, no Brasil).

Esse livro é uma grande ajuda para quem tem muitas ideias e não consegue colocá-las em prática. Para quem tem uma chama dentro de si, mas não consegue levantar da cadeira e dar o primeiro passo.

Eu estou tentando me desfazer de velhos hábitos para conseguir vencer a procrastinação e conto com o livro e os podcasts que a autora fez na época do lançamento. E, para me manter na linha, nada mais benéfico do que colocar as minhas anotações aqui no blog todas as sextas, já que escrever é uma das atividades que mais gosto e um dos caminhos que eu encontrei para assumir essa vida criativa sem medo.

"Pare de procurar por inspiração e comece a criar."
“Pare de procurar por inspiração e comece a criar.”
O Primeiro Passo

Pare o que está fazendo.

Ninguém consegue evoluir na bagunça.

Se você tem muitas metas e objetivos a alcançar e sente que não está andando em direção a nenhum, cessar o passo agora vai ajudar mais do que andar para qualquer lado. Em miúdos, se você se sente meio perdido na vida, tente ser mais consciente.

Tire um tempo para tentar entender o que está acontecendo.

Escreva o que vem sentindo, quais são as suas prioridades, analise onde você vem colocando os seus esforços e veja se eles condizem com o que você deseja alcançar.

Vale a pena entrar em contato com seu eu mais profundo meditando e aprendendo a respirar direito. É comprovado que a boa oxigenação do cérebro abaixa os níveis de ansiedade e ajuda a nos manter criativos.

Outra coisa legal de se fazer nesse momento é preencher uma Roda da Vida e ver qual área precisa de mais atenção. Eu falarei mais sobre essa ferramenta na próxima newsletter.

Ao fim desse processo de análise que pode durar um dia, uma semana, um mês ou o tempo que for necessário, as coisas estarão mais claras e o que é mais importante para a gente no momento, acaba se sobressaindo no meio daquele monte de coisas que a gente faz no automático, todos os dias.

 

Procrastinação é medo

Agora que você já descobriu ao que quer se dedicar (escrever um livro, começar uma rotina de exercícios, mudar de emprego ou profissão, etc) nada deveria te impedir de conseguir, certo?

Errado. E aqui falamos de novo sobre ela, a tal da procrastinação, o maior obstáculo para a realização.

Segundo a autora do livro, procrastinação é medo. Tudo o que você faz que te paralisa, atrasa ou bloqueia a fazer o que deve ser feito para lançar seu projeto criativo é, na verdade, medo.

Pode ser o medo óbvio de não dar certo, mas o medo tem muitas caras. Ele pode vir disfarçado de perfeccionismo, insegurança ou culpa. 

É triste porque eu reconheço que sempre me coloco nessa situação.

Eu acordo feliz, tenho uma ideia para um projeto, começo a buscar inspiração, dados, informação e ao esbarrar em coisas que já foram feitas, eu desanimo por achar que não sou boa o suficiente para fazer igual ou melhor. Olha a insegurança e o perfeccionismo aí! 

E aí, eu enrolo e invento mil desculpas a mim mesma para não começar. Eu pro-cras-ti-n o.

Mas, como vou saber se não sou boa mesmo se nem ao menos tentei?

O que a autora diz no livro é que não importa o resultado, o que vai dar lá na frente. O que temos que fazer é começar, de qualquer jeito, sem amarras e aproveitar o processo.

Você nunca vai correr uma maratona se não der a primeira caminhada.
Você nunca vai escrever um livro se não começar o primeiro parágrafo.
Eu nunca vou abrir o meu próprio negócio se não lançar o primeiro produto.

Reflitamos.

 

A Culpa

Você já se pegou fazendo uma coisa – com muito prazer – e se censurou por sentir que não devia estar fazendo aquilo naquele momento?

Eu vos dou o meu exemplo: em vez de procurar um emprego de verdade, eu passo muito tempo escrevendo para o blog.

Não nego que me sinto mal quando penso que esse tempo poderia ser melhor aproveitado e revertido em algo que me rendesse dinheiro, mas também ficaria mal se não escrevesse. Então, como resolvemos esse impasse?

“Se eu não tenho esse tempo para fazer o que eu gosto, se eu não posso ser essa pessoa criativa, então eu não consigo amar as pessoas do jeito que eu deveria. Se é benéfico para mim, também é para os outros porque me faz uma pessoa completa.” – Elizabeth Gilbert.

A tal da realização pessoal, gente. *suspiros*

Quando a gente faz o que gosta, o sorriso em nossas caras é praticamente incontrolável. O bom humor. 🙂

Ser criativo acaba sendo um serviço de utilidade pública porque se você vive de uma forma criativa e faz o que ama – nem que seja naquele tempinho do fim de semana – você influencia positivamente as pessoas ao seu redor e elas passam a ser criativas também.

Esse poder e conseguir praticar atividades que acendem sua alma não devem nunca ser um motivo de culpa. Todos nós precisamos desse tempo. Se for preciso, coloque um aviso na porta “eu não posso ser interrompido agora” e dedique-se a você mesmo sem pensar duas vezes.

 

Descobrir. Começar. Permitir. 

Estas são as lições que tirei do primeiro podcast dessa série. Agora é relaxar, respirar fundo e colocar em prática.

Liz ainda deixa um lembrete: Antes de fazer algo que será mostrado ao mundo e os outros terão uma opinião, faça o que tem que ser feito.

 

Leia os outros posts da série:
INTRODUÇÃO – Como viver uma vida criativa e vencer a procrastinação
LIÇÃO 1 – Faça o que acende a sua alma
LIÇÃO 2 – Siga sua paixão com garra (especial para mães)

Para ouvir mais sobre o assunto, baixe os podcasts AQUI. (em inglês)

Se você estiver num processo de mudança de hábitos como esse, não deixe de me contar como está indo. 🙂

 

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