10 FATOS SOBRE BERLIM
1 de setembro de 2015
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Berlim foi a segunda cidade que visitei na minha primeira viagem solo lá em 2012. Eu gostei tanto que voltei para passar o reveillón 2015-2016, dessa vez com amigos, e porque dizem que na Europa, a cidade tem uma das melhores festas de Ano Novo.

Nessa parte, humm…não tive muita certeza mas eu tenho essas outras coisas aqui para falar para vocês:

 

1. A CIDADE É GRANDE SIM!

E parece que existe um mundo próprio dentro dela.
Da primeira vez, em seis dias não vi nem metade do que eu queria. Da segunda, o frio de congelar e o fato de vários lugares estarem fechados para o feriado contribuíram para eu ter que continuar voltando lá. Hehe.

Algumas pessoas não concordam quando digo que Berlim é grande, mas o que eu quero dizer é que ela é bem espaçada, com vários pontos de interesse e as distâncias entre eles não são tããão curtas assim, ao ponto de se fazer a pé.

 

2. A COISA MAIS LINDA

Que eu vi foi essa catedral da foto que ilustra o post, a Berliner Dom. Na foto não dá para ver muito bem, mas as cúpulas são tão verdinhas de um verde menta que eu adoro! ♥

Eu passaria o dia inteiro lá pelos bancos e gramados que tem em frente, se não fosse pela galera pedindo dinheiro de cinco em cinco minutos. MUITOS estrangeiros vem te pedir dinheiro de forma agressiva e em várias línguas, portanto, nem adianta gesticular que não fala alemão ou inglês porque eles vão arrumar um jeito de importunar você.

 

3. O FRIO É MESMO DE MATAR

Na primeira vez, era outono e eu pensei que iria perder a mão quando cheguei ao topo do Reichstag. Sim, hipocondríaca do jeito que sou, já achei que tinha dado algum problema na minha circulação e que teria que ativar meu seguro viagem. (Kkkk) Nesse caso, a culpa foi um pouco minha porque, marinheira de primeira viagem em cidades européias mais frias, não levei as roupas mais adequadas.

Porém, esse ~friozinho ~ que peguei no início de outubro não estava nem perto do que passei em dezembro. Dessa vez, mesmo com as roupas certas, o frio não perdoava. Ele vem, corta sua cara com um machado, sua pele fica branca no minuto em que você tira a luva para tirar uma foto, seus dedos ficam dormentes e por aí vai.

Um dia frio em Berlim
Oi, gentchy.

 

4. E, SIM, AS PESSOAS TAMBÉM SÃO “FRIAS”

Foi lá eu tomei uma “tapa que não sei nem de onde veio”.

Passei de manhã numa lojinha de souvenir e vi uma caneca linda (e grande). Como iria passar o dia todo andando de um lado para o outro, não queria carregar a caneca para não correr o risco de quebrar e resolvi voltar à noite para comprá-la. O que todo brasileiro simpático e preocupado com a comissão dos vendedores faz? Pergunta o nome do dito cujo para quando voltar à loja, poder procurar por ele. Que inocência a minha de achar que vendedor de souvenir em Berlim ganhava comissão, mas perguntei o nome dela no automático e em troca recebi “POR QUE VOCÊ QUER SABER O MEU NOME? EU NÃO VOU TE FALAR O MEU NOME!” que doeu mais que pisar num Lego. Só faltou o “sai daqui, querida.”

 

5. E IMPACIENTES!

Os berlinenses usam as ciclovias da mesma forma que os holandeses: a sério. Dá mole e fica andando por lá sem prestar atenção que você será xingado como eu fui. :B

6. A COMIDA AINDA É UM MISTÉRIO

Pelo menos para mim.

Como a cidade abriga muitos estrangeiros, o que não falta são restaurantes com culinárias do mundo inteiro e com preço bem mais acessível do que um tradicional alemão. (A Alexanderplatz é um ótimo lugar para comprovar isso.) Por isso, era bem mais prático e rápido comer um kebab, do que realmente sentar numa mesa e pedir o menu.

Da primeira vez, passei quase uma semana sem uma refeição decente porque estava com trauma de sacar dinheiro e aloka da comida de rua querendo provar tudo o que as barraquinhas me ofereciam.

Currywurst com batata frita em Berlim
Currywurst com Bata Frita. Huumm!

E aí, numa dessas, comi a pior comida da minha vida porque fui dar uma de local esperta no fast food e pedi o prato errado. Li o menu em alemão e apontei para o número que eu (achava que) queria sem confirmar os ingredientes em inglês. Enquanto todo mundo comia feliz um yakisoba bonito, eu queria vomitar dentro da minha própria caixinha de arroz grudado e molhado com sei lá mais o quê. E isso foi muita sacanagem para quem estava contando moedinha para comer. No fim das contas, levantei e comi um hot dog de 1€ em que a salsicha era duas vezes maior que o pão.

Já o melhor croissant da minha vida – até eu ir para Paris, claro – eu comi no aeroporto de Berlim. Não sei se foi a fome ou porque era a única coisa que o meu dinheiro podia pagar. 😛

Eu cheguei em Lisboa com 5€ no bolso. Estava guardando essa última nota para alguma emergência, mas não sei qual emergência eu conseguiria pagar com cinco euros, né?

Mas, aí você vai me perguntar por que não usei meu cartão de crédito já que eu tinha um. Na época, eu tinha um trato comigo mesma de não usar meu cartão para nada no exterior para não ter que ficar revivendo a viagem de uma forma negativa na minha fatura nos meses seguintes. Hoje em dia, as coisas mudaram. Quando quero ou preciso comprar algo que não levei dinheiro suficiente para, é sempre “Vou entregar pra Deus”. Deus = cartão de crédito nesse caso.

 

7. JÁ A CERVEJA…

Amor verdadeiro, amor eterno. ♥

 Você acaba bebendo o dia inteiro porque a cerveja é mais barata que a água.

A long neck (aquela que a gente sairia de bowie bebendo pela rua) deles tem o tamanho da garrafa que a gente divide com a galera nos bares do Brasil e custava 1,50€. Já a garrafinha d’água pequena chegava a custar uns 4€ em alguns lugares. E o ponto positivérrimo é que você não tem ressaca! A cerveja é forte, porém maravilhosa porque você anda, anda, faz xixi o dia todo e fica pobre porque a maioria dos  banheiros são pagos (incluindo os de dentro de shoppings, Mc Donald’s e outros estabelecimentos onde deveria ser de graça). No final da minha estadia, eu já tentava dar migué para não pagar porque eu não tinha dinheiro nem para comer, quiçá ir ao banheiro!

Entretanto, tive um dia de ressaca porque misturei cerveja com outras bebidas na noite anterior. Chegamos de manhã no hostel e num quarto de 8, fui a única a cumprir o combinado e deixar o quentinho da minha cama após uma hora e meia de sono para encarar uma viagem até o campo de concentração gélido mais próximo.

 

8. DOMIIINGO, QUERO TE ENCONTRAR…

E desabafar todo o meu sofrer! 😀

Programa de domingo quando estou viajando é comigo mesma e a cidade tem um dos melhores: o Mauerpark. ♥

O parque conta com um mercado de pulgas super legal, gente bonita, muitos turistas e cerveja à vontade, além da atração principal: o karaokê aberto!

Há muitos anos, o mesmo homem leva um microfone, caixas de som e muita animação para comandar a cantoria e o melhor é que qualquer um pode participar. Basta ir lá falar com ele, se inscrever e esperar a sua vez. O karaokê ficou super famoso e já até apareceu em programas de TV (foi no programa da Didi no Multishow que eu fiquei sabendo sobre ele).

Karaoke no Mauerpark
Eu, esperando nervosamente, minha vez. Sim, eu cantei pra essa galera toda!!

Mas, lembrem-se que isso tudo só rola nos meses enquanto o tempo ainda está bom.

 

9. A CIDADE É DOG FRIENDLY

Acho que todo o amor e simpatia que os alemães tem e não usam com as pessoas na rua, eles dão para os cachorros. É incrível ver lindos animaizinhos por toda a parte: lojas, bares, restaurantes e transporte público. Eu adoro isso! ♥

 

10. A CIDADE RESPIRA ARTE

E eu não estou falando só dos inúmeros museus de arte tradicional não!

Além dessas grandes referências que abrigam um pouco da história alemã, dos judeus e etc, a cidade inteira tem muitas esculturas, intervenções e graffiti: street art na veia!

Eu imagino que a vida de um artista lá deve ser muito “fácil” e agradável por poder estar sempre em contato com algo que traga inspiração. O meu lugar preferido na cidade é um exemplo disso.

A Haus Schwarzenberg é um espaço que funciona como galeria de arte e tem umas lojinhas incríveis. Eu entrava lá e perdia horas babando nos livros de arte, moda e design ou só olhando as intervenções artísticas nas paredes.

Street Art em Haus Schwarzenberg

E você? Tem alguma história engraçada/bizzarra para contar sobre Berlim ou algum fato para adicionar?

A caixa de comentários é toda sua, fique à vontade! 🙂

Designer de Moda/Gráfico Freelancer que mora em Portugal, ama animais, viajar, divagar e escrever sobre isso.
Minhas inspirações visuais e musicais estão sempre pelas minhas redes sociais, logo aqui embaixo, ó.

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