MUSEU FRIDA KAHLO: É só emoção!
8 de março de 2016
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Visitei a Cidade do México durante uma escala de um voo para Nova York, em 2013, e o Museu Frida Kahlo foi um dos motivos para ter me feito dar essa paradinha lá. Se você tiver a oportunidade de passar algumas horas na capital do México, não deixe de visitar o museu, sério.

 

Um pouco da história da Frida

Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón, mais conhecida como Frida Kahlo, foi uma mulher impressionante. Mesmo com todas as adversidades da vida e a sua amargura (não a culpo por isso), ela conseguiu viver e deixar uma grande obra, toda baseada no amor. 

Aos seis anos, contraiu poliomielite, o que deixou uma lesão em um dos seus pés e a fez manca. Aos dezoito, sofreu um grave acidente, quando ficou entre a vida e a morte por vários meses. Durante o período de recuperação, começou a pintar.

Casou-se e viveu muitos anos com seu grande amor Diego Rivera, outro importante pintor mexicano, mas o relacionamento dos dois estava longe de ser perfeito. Frida era bissexual e os dois mantinham vários casos fora do casamento. Diego, inclusive, traía Frida com sua irmã mais nova, outro grande baque para a pintora.

Frida tentou suicídio por diversas vezes, também motivada pela frustração de não poder ter filhos, outra sequela do acidente. E, até hoje, a causa da sua morte está entre embolia pulmonar ou overdose de remédios, causada por ela mesma.

Em suas obras, todas muito sinceras já que pintava a sua realidade, ela se expressava de forma tão dramática e honesta, que é impossível não despertar sentimentos no espectador. Apesar de, às vezes, ser ingênua, Frida era forte e não queria que as pessoas sentissem pena dela. Mas, ao conhecer um pouco mais sobre sua vida, a vontade que temos é de acolhê-la e dizer que tudo vai ficar bem, além de sentir imenso orgulho da força dessa mulher.

 

O Museu

Quatro anos após sua morte, “A Casa Azul” foi transformada em museu.

Essa foi a casa onde Frida nasceu e morreu e onde estão os móveis e objetos da pintora, mantidos exatamente como ela os deixava. Não há muitas obras espalhadas pela casa, mas acredito que a intenção desse museu não é somente a observação da sua arte, mas sim de te fazer mergulhar dentro da vida da Frida.

E se você é sensível e adora a Frida, como eu, já te aviso que é um caminho (pra choradeira) sem volta.

Coração no Museu Frida Kahlo
Olha quantos alfinetes! Devia ser assim mesmo que a Frida se sentia. 🙁

Eu sempre achei muito incrível a oportunidade que temos de estar no mesmo lugar que grandes nomes já estiveram. Assim que você entra na casa, uma energia te envolve e parece que a Fridinha ainda mora ali e que daqui a pouco vai voltar para tomar um café com você.

Ela oscilava entre “socos no estômago” e a delicadeza e, em cada canto, você ainda vê resquícios de paixão pulsando. O que mais impressiona é que a Frida tinha tudo para ser apenas uma mulher triste e “cinzenta”, mas a sua casa e as roupas que usavam eram todas coloridas e vibrantes, cheias de detalhes lindos.

Cadeira no Museu Frida Kahlo

Móveis da cozinha da Frida Kahlo

"Frida e Diego" na cozinha do Museu Frida Kahlo

Foto no espelho de Frida Kahlo
Todo mundo quer tirar esta foto do espelho que ela usava para pintar seus autorretratos. hehe 🙂

Frase no Museu Frida Kahlo

“Nunca em toda a vida esquecerei da tua presença. Me acolheste em pedaços e me devolveu inteira e completa.”

Essa frase, extraída de uma das cartas que ela escreveu para Diego*, está impressa na parede ao lado da cama da Frida e foi a coisa mais tocante da exposição, para mim. Apesar de todas as brigas, traições e seu corpo “remendado” pelas inúmeras cirurgias que precisou passar, ela se sentia inteira ao lado dele. Que declaração de amor mais linda, meu Deus!!! ♥

Saí de lá com um bolo na garganta e me segurando para não chorar – ainda mais – na frente de todo mundo. Do lado de fora, o jardim permanece bem cuidado com mesinhas, fontes, uma lojinha de souvenir e até um café.

Sentei-me em um dos bancos e fiquei um tempo lá, processando tudo o que eu havia sentido e pensando no tanto de coisa linda que gente como a Frida deixou para o mundo. #gratidão

 

Como chegar

 “A Casa Azul” fica no bairro tranquilo e bem residencial de Coyoacán, a três quarteirões do Mercado de Coyoacán, outro ponto turístico muito legal de visitar. Tire uma manhã ou tarde para visitar o museu, almoçar e fazer umas comprinhas neste mercado.

A entrada custa 80 pesos e só é permitido tirar fotos no interior da casa mediante o pagamento de uma taxa de 60 pesos. (Por isso aquele papel pendurado na minha calça hehe)

O museu fica aberto de terça a domingo, das 10 às 17:45h. Às quartas, ele abre às 11h. Consulte o site porque em algumas datas específicas, eles também fecham.

Para chegar até lá, pegue a linha 3 do metrô e desça nas estações Viveros ou Coyoacán, pois você vai andar a mesma coisa até chegar lá. Uns 20 minutos, mas o caminho é bem sinalizado e, além disso, qualquer mexicano que estiver passando pela rua, saberá onde fica o museu. Eu desci na Viveros porque queria passar por dentro do parque a aproveitar para conhecê-lo também.

*Essa carta que ela escreveu para Diego, entre outras escritas para ele e para seus amigos, amantes, médicos e família estão no livro “The Letters of Frida Kahlo: Cartas Apasionadas”.

*Recomendo fortemente que você assista ao filme Frida antes de ir.

 

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