LOW POO EM PORTUGAL + Transição e Cronograma Capilar
13 de novembro de 2017
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Este é um post 3 em 1, sobre low Poo em Portugal + Transição e Cronograma Capilar.
Se você mora ou pretende morar aqui (ou em algum outro país da Europa, já que a água dos países europeus é a maior vilã para os nossos cabelos), esse texto pode servir muito para você.

Como passar pela transição capilar não é tarefa fácil para a maioria, relato aqui a minha experiência. Talvez assim, você se inspire e não desista no meio do caminho. E o que posso começar dizendo é: vale a pena.

Apesar de ser trabalhoso cuidar de cabelo cacheado, aprender as técnicas e mantê-los bonitos não é tão difícil assim. Então, vamos lá! 🙂



POR QUE EU DECIDI PASSAR PELA TRANSIÇÃO

Começando do começo, vamos falar do que mais importa: ter seu objetivo definido é crucial para que você não desista.

Mas, por quê?

Porque se você quiser voltar aos cachos apenas por modismo, provavelmente não irá chegar lá, já que é um processo longo até ter seu cabelo todo natural de novo. Determinação é a palavra-chave da transição capilar e é o que te faz enxergar o resultado final, mesmo que ele ainda esteja fora de alcance da vista.

Eu, por exemplo, comecei a transição totalmente por acaso e conveniência, mas depois que cheguei à conclusão de que a transição capilar era a melhor decisão para mim, eu me mantive firme e nada abalaria a minha vontade de me ver cacheada de novo.

Para explicar melhor, vou voltar no tempo e contar como é o meu cabelo natural, como comecei a alisar e os procedimentos que fazia.

[Se quiser pular essa parte e ir direto aos finalmentes, é só descer para o próximo tópico.]

O MEU CABELO E O QUE EU FAZIA

O tipo do meu cacho é 2c/3a/3b e a primeira vez que alisei meu cabelo foi em 2009. Fiz essa primeira escova progressiva totalmente sem pensar e por moda porque, na verdade, meus cachos não me incomodavam tanto assim e eu só queria algo que apenas os “soltassem” mais. Tanto que depois que eu comecei a alisar regularmente, nunca passava produto até o final do fio. Sempre pedia que deixassem as pontas intactas, porque as queria enroladas.

Transição Capilar em Portugal
Cabelo virgem, sem nenhuma química, e depois de alisar pela primeira vez.

Só que eu não sabia que aquilo mudava completamente a estrutura do cabelo e eu também acabei me apaixonando pela praticidade do cabelo mais liso já que, naquela época, eu não tinha paciência e nem havia esse tanto de informação que há hoje sobre cabelos cacheados. Então, me tornei “refém” e fazia a tal escova progressiva 1 ou 2 vezes por ano.

Passei por alguns cabelereiros e por diferentes nomes, como “escova marroquina” e outros que não me lembro. Até chegar em um que fazia uma escova perfeita, que quando ia saindo e a raiz crescendo, não deixava aquelas duas texturas (que é o pânico de todo mundo que alisa o cabelo).

Durava um tempo e depois, meu cabelo ia ficando assim:

Transição capilar em Portugal
Escova progressiva saindo com naturalidade <3

Até eu resolver fazer de novo, que era quando nem a chapinha conseguia mais alisá-lo.

Eu estava plenamente satisfeita com esse aspecto, até que me mudei para Portugal. Fiz uma última vez com esse cabeleireiro uns dois meses antes de viajar e uns 10 meses depois, era chegada a hora de fazer de novo.



Eu não estava nem um pouco confiante em entregar meus cabelos nas mãos de um(a) cabeleireiro(a) desconhecido(a). Até porque, a estrutura do cabelo europeu é diferente do nosso. Comecei, então, uma busca na minha cidade por profissionais que usassem os mesmos produtos que eu usava no Brasil e ninguém usava ou conhecia.

Até conhecer uma moça que me passou um pouquinho mais de confiança e resolvi fazer com ela. Ela me deu duas opções: uma, que era mais fraca e deixaria meu cabelo mais ondulado (do jeito que eu sempre fazia), mas sairia rápido e a outra, que era mais forte e deixaria meu cabelo bem liso, mas que duraria mais. Como eu estava com uma viagem longa marcada para um lugar de praia, arrisquei na segunda.

Para minha surpresa, antes da viagem terminar, a raiz começou a dar sinais de enrolar. E, quando voltei, aquele aspecto de duas texturas ficou BEM forte. Percebi, então, que teria que virar escrava e alisar num período muito mais curto do que o que eu fazia no Brasil. E além de gastar mais dinheiro nessa brincadeira, ao mesmo tempo, meu cabelo já caía muito desde que tinha chegado aqui.

Meu couro cabeludo também estava descamando e ardendo muito, até que um dia, depois do banho, tive a intuição de aplicar um pouco de azeite no couro e acalmou na hora. Depois, uma amiga me recomendou shampoos sem sulfato. Comecei a ler sobre low poo e muita dessas informações estavam em sites e grupos de cacheadas. Decidi, então, voltar aos cachos.

Para mim, acho que a transição foi ainda mais difícil porque meu cabelo não tinha duas texturas apenas, mas três! Lembram que eu sempre deixava as pontas intactas? Então, era a raiz enrolando, o meio do cabelo liso e as pontas cacheadas. Vejam a desgraça! E tudo isso após anos de escova que não deixava essas texturas tão marcadas assim. Que tristeza no meu coração, gente!

Transição Capilar em Portugal



É claro que isso mexe com a nossa autoestima, mas eu estava determinada e sabia que a situação era temporária. 

Fiz a última escova progressiva em novembro de 2015 e em janeiro de 2017 é que fui “re-apresentada” ao mundo como cacheada. Minha transição levou 1 ano e 2 meses para ser completa.

O CORTE

Não fiz big chop e demorei bastante tempo para cortar algum comprimento do meu cabelo porque eu não queria perder meus cachinhos da ponta. 🙁

Mas, o que dizem é verdade:

Quanto mais cabelo alisado você tiver, mais tempo vai demorar pro seu cabelo cachear de novo. 

Então, um belo dia tomei coragem e cortei as pontas e mais um pouquinho, ficando com duas texturas em vez de três.

Durante o processo, foram pouquíssimas as vezes em que eu fiz chapinha para disfarçar isso. Só quando eu ia a algum evento importante mesmo. De resto, entreguei pra Deus e assumi não só para mim, mas para a “sociedade” que eu estava em transição e ninguém tinha nada a ver com isso.

O cabelo ia crescendo e eu ia cortando uns pedaços até que, em janeiro deste ano, saí cortando os últimos pedaços lisos aleatoriamente, em casa mesmo, e o resultado foi esse:

Transição Capilar
Fiquei bem contente! 😀 (jan/17)

 

LOW POO E O CRONOGRAMA CAPILAR

Aliado ao low poo e a transição, alguém havia me falado sobre cronograma capilar e eu me joguei de cabeça no assunto. Comecei por volta de junho do ano passado e desde então, não parei mais.

Para quem não sabe, o cronograma capilar baseia-se em três etapas: hidratação, nutrição e reconstrução. A hidratação serve para repor água, a nutrição repõe óleos e a reconstrução repõe massa. E elas têm que ser repetidas e alternadas conforme o estado do seu cabelo. No início, fiz aquele teste do fio no copo e segui uma tabelinha de um site.

Agora, já sei identificar exatamente do que o meu cabelo precisa em cada lavagem e não sigo mais tabelas. E, com o tempo, você saberá identificar também.

Em Portugal, é mais difícil encontrar produtos low poo desenhados para a técnica e cabelos cacheados. Então, fui me virando com receitinhas caseiras que, além de serem mais baratas, é uma coisa mais natural e acho que esse contato com você mesma é importante para o processo. É diferente de você pegar uma coisa pronta e só tacar no cabelo.



Claro que se você tiver o tempo mais curto, opções prontas são uma mão na roda. Assumo que é um processo que além de paciência, demanda tempo. Porque, nos primeiros meses, em todas as lavagens você terá que aplicar alguma coisa e deixar por, pelo menos, 30 minutos.

Sabem aquela história que a gente ouve em salão que o ideal é fazer massagem toda semana e acha que é balela? Com o cronograma, descobri que isso é real. Depois de apenas um mês, o meu cabelo já foi dando sinais de vida, parecia que havia ressuscitado mesmo do mundo dos cabelos quebradiços e com frizz.

Como eu já disse, hoje em dia, a cada vez que vou lavar, olho para ele e vejo se ele tá precisando de água, óleo ou massa e as receitinhas que uso são essas:

[Eu lavo o meu cabelo de 2 a 3x por semana e, quando ele está bem saudável uso só shampoo + condicionador. E, quando não tenho 30min para deixar a mistura no cabelo mas quero dar um jeitinho, só passo a máscara sozinha no banho, deixo uns 3 minutos e tiro.]

Hidratação

Para essa etapa, eu uso máscaras a base de frutas, óleo de coco e aloe vera. Daí, faço as misturas da máscara com bepantol líquido, maisena, cacau em pó, glicerina, açúcar e mel, sendo as mais comuns:

  • Máscara + 1 tampinha de Bepantol + 1 tampinha de glicerina + 1 colher de sopa de cacau
  • Máscara + 1 tampinha de Bepantol + 1 colher de sopa de açúcar (o amarelo e o mascavo têm mais potência)
  • Máscara + 1 tampinha de glicerina + 1 colher de sopa de mel (faço essa quando quero um brilho extra, pois o mel faz o cabelo ficar es-te-lar!)
  • Máscara + 1 tampinha de Bepantol + 1 colher e meia de maisena dissolvida em água (ela fica tipo um mingauzinho mesmo)

Nutrição

Para essa etapa, eu uso máscaras a base de abacate (que é uma fruta oleosa), manteiga de karité, azeite, óleo de argan…

Como nessa etapa usamos óleos, o cabelo pode ficar mais pesado, já que o procedimento é lavar com shampoo, aplicar a máscara, tirar e passar o condicionador. E, mesmo que o condicionador já tenha ingredientes limpantes, o óleo pode meio que ficar “grudado” no fio.

Então, quando vejo que o meu cabelo precisa muito de óleos (e vou te falar que é isso que faz com que diminua o frizz nos cabelos cacheados), eu opto por apenas passar azeite (sempre extra virgem e com acidez máxima de 0,5%) no couro cabeludo e depois lavo com shampoo + condicionador.

Ou já faço logo uma umectação, que viria a ser uma nutrição power. A umectação consiste em passar óleos em maior parte no couro cabeludo e ir passando no comprimento dos fios. Deixar por pelo menos 3 horas e depois lavar com shampoo + condicionador.

Muita gente faz umectação com óleo de rícino (excelente para estimular o crescimento do cabelo e acabar com caspa e fungos) + óleo de coco. Porém, para mim o que funciona melhor é a mistura de óleo de rícino + óleo de argan ou  azeite (que é o que faço 90% das vezes)

Reconstrução

Depois que o meu cabelo recuperou a força, não sinto muita necessidade de realizar essa etapa, até porque se realizada em excesso, o cabelo pode ficar duro e ainda mais quebradiço. Faço 1x ao mês ou então nem isso. Uso máscaras a base de queratina, arginina. Uma vez tentei fazer com clara de ovo e ODIEI, meu cabelo ficou cheirando a ovo durante uma semana. Mas, acho que foi porque não penerei. Normalmente, faço:

  • Máscara + Queratina Líquida + Enxagüe com vinagre de maçã/sidra (½ xícara de chá para umas 4 de água. Esse enxagüe também deixa o cabelo com um brilho que cega!)



OS PRODUTOS QUE EU USO PARA FAZER LOW POO EM PORTUGAL

*Comecei a usar estes produtos por causa de indicações nos grupos de low poo no Facebook e outros por olhar a composição e comparar com as tabelas de ingredientes permitidos. Porém, se alguém reconhecer algum produto que eu tenha colocado erroneamente nesta lista, por favor me avise!

SHAMPOOS

Shampoos - Low Poo em Portugal

1. Bi-Placentomycin, da Tocco Magico
Esse foi o primeiro shampoo low poo que usei e amei. Rodei a cidade toda atrás de algo sem sulfatos e achei esse por acaso, escondido numa lojinha de cosméticos chamada Victoria’s Beauty. Lembro que tinha 3 unidades meio empoeiradas na prateleira e há pouco mais de 1 mês atrás, comprei a última. Custaram por volta de 6€ cada um.

O funcionário da loja disse que esse shampoo não teve muita saída e que eles nem venderiam mais, para minha tristeza. Pelo que vi, essa é uma marca italiana e, talvez, as meninas em outras cidades portuguesas consigam encontrá-lo.

Ele tem na composição óleo de melaleuca (tea tree oil), que é ótimo para descamações, então caiu como uma luva, já que meu couro cabeludo pedia socorro na época que comecei o low poo.

2. Aloe Vera, da Dr. Organic
Se eu não me engano, toda essa linha da marca é permitida no low poo. Eles têm de óleo de coco, romã, geléia real, etc. Custam por volta dos 8,99€

Via muitas meninas reclamando que o cabelo ficava seco com essa linha. A minha mãe chegou a usar o de óleo de coco e odiou por esse motivo. Acabei comprando o de aloe vera numa emergência e, acabei engrossando o coro de que esses shampoos realmente deixam o cabelo seco. Porém, dei uma finalidade especial a ele: lavar o cabelo em dia de umectação. Como ele é mais “forte”, é perfeito para tirar todo a grande quantidade de óleo que aplico nessa etapa.

3.  Purify Reale, da Kaaral
Na mesma loja onde comprei o shampoo 1, me mostraram esse. Tinha acabado de chegar e o conjunto com o condicionador custava por volta dos 13,99€. Comprei para a minha mãe e ela curtiu.

Eu só usei algumas poucas vezes porque ainda tem um restinho do shampoo 1, mas até que curti também. A única coisa que ainda não me acostumei direito é que a textura, acredito que por causa da geléia real, é meio gosmenta. Ah, e atenção: essa linha Purify tem outros dois tipos de shampoo com o mesmo fraco. O reale é o único que não tem sulfatos fortes.

 

CONDICIONADORES

Condicionadores - Low Poo em Portugal



1, 2 e 3. Óleo de Abacate com Manteiga de Carité, Óleo de coco com Manteiga de Cacau e Manga com Flor de Tiaré, da linha Ultra Suave da Garnier
Acho que essa linha de condicionadores (e máscaras também) Ultra Suave é uma das mais utilizadas pelas adeptas do low poo na Europa, porque tem várias opções, é relativamente barata (tem sempre promoção) e acha-se com facilidade nos supermercados.
1. A linha de abacate é a queridinha das meninas porque são aqueles produtos que fazem o cabelo “derreter” já na lavagem, sabem?
E eu também aprendi nos grupos de Facebook que alguns condicionadores podem ser usados como creme de pentear, porque a composição é quase a mesma (senão, a mesma). Então, acabei usando esse de abacate como creme de pentear por um looongo tempo e o meu cabelo ficava super leve e sedoso. Não usava muito como condicionador porque achava estranho passar o produto, lavar e depois na finalização aplicar de novo. Hoje em dia, como uso um outro creme de pentear, de vez em quando uso ele como condicionador mesmo na etapa de nutrição.
2. Esse de óleo de coco tem a textura mais grossa do que o de abacate e eu uso na etapa de hidratação e quando eu sinto que meu cabelo precisa de uma leve encorpada.
3. Esse tem a textura mais leve dos 3 e muitas meninas fazem cowash com ele. Eu não fiquei muito fã do cheiro mas gosto de usar ele nos dias de umectação, exatamente por essa característica mais emoliente e “de lavagem” que ele tem. Já que o cabelo fica um pouco mais pesado por conta dos óleos, aplicar um condicionador mais leve faz todo o sentido pra mim.

4. Caracóis Naturais, da My Label
Essa linha My Label é do próprio supermercado Continente e a gente adora coisa boa e barata, né?
Esse eu usava também na etapa de hidratação e quando eu queria dar uma encorpada, porque ele tem colágeno marinho e amido de batata na composição. Já acabou mas é bem provável que volte a comprar.

5. Total Repair da Linha Gliss da Schwarzkopf
Ele tem 19 agentes que reparam o cabelo e eu costumo usar na etapa de reconstrução.

6. Arginina Resist, da linha Elvive da L’oréal
Também uso na etapa da reconstrução e amo o cheirinho dele!

7. Purify Reale, da Kaaral
O conjunto do shampoo que citei acima. Ainda não experimentei.

 

MÁSCARAS

Máscaras - Low Poo em Portugal

1. Simple, da My Label
Ótimo custo benefício. Custa 2,99€ no Continente e é ótima para fazer as misturinhas de hidratação.

2. Óleo de coco comestível
Em algum lugar, li que os óleos comestíveis eram melhores porque já que as pessoas ingerem, ele é mais puro ainda. Por isso e por ser mais barato, acabei comprando esse no mercado para testar e gostei médio. Não sei se aqueles de potes eu gostaria mais para fazer a umectação.

3, 4 e 5. Creme de Coco com Macadâmia, Azeitona Mítica e Óleo de Abacate com Manteiga de Carité, da Ultra Suave da Garnier
Olha elas aí de novo, gente!
3. Essa de creme de coco é nova e estou simplesmente apaixonada! Muito boa para fazer hidratação.
4. Uso a de azeitona para a etapa da nutrição, ela tem uma textura bem grossa.
5. Também uso na etapa de nutrição e essa é o amor verdadeiro, amor eterno. Se o condicionador já derrete o cabelo, a máscara então, nem se fala!

6. Arginina Resist, da Elvive da L’Oréal
Uso na etapa de reconstrução, misturada com um pouco de queratina líquida e só. Mas, até ela sozinha já faz um bom trabalho de deixar os fios mais grossos e encorpados.

 

COMPLEMENTOS

Low Poo em Portugal

1.Óleo de Rícino
Meu queridinho da umectação, comprado em lojinhas de produtos naturais mesmo. Como é um óleo muito grosso, deve-se sempre misturar com algum outro óleo para facilitar a aplicação. Eu gosto de misturar com o bom azeite português.

2. Dex 5, da Novex
Rodei, rodei e nunca achei Bepantol líquido como a gente tem no Brasil aqui. A alternativa foi essa e custa por volta de 5,95€
Gosto bastante dele e uso nas misturas de hidratação e às vezes pingo algumas gotas na mão e misturo com o finalizador que eu for usar no dia, aplico direto no cabelo, amasso e deixo secar.

3. Queratina Líquida, da Byphasse
Não gosto de aplicar diretamente no cabelo porque ele deixa meio duro e “colando”. Às vezes, uso lá no meu terceiro day after só para dar uma segurada nos cachos. Uso mais misturada na máscara de reconstrução mesmo.

FINALIZADORES

Tô de Cacho - Low Poo em Portugal



Entrando de cabeça nesse mundo de transição capilar e low poo, não pude deixar de ouvir da tão famosa linha Tô de Cacho da Salon Line. Fiquei maluca para experimentar, rodei tudo para tentar achar e achei uma menina que vendia em Lisboa, mas por 14€ só o creme de pentear. Achei um absurdo de caro e pedi para uma amiga trazer diretamente do Brasil quando veio visitar.

Semana passada, li em grupo que existe uma loja que vende em Lisboa chamada Nails XL e acabei de ver que vendem por 19,50€ :O

1. Logo quando comecei a usar o creme, amei. Mas, agora já acho que meu cabelo fica meio pesado com ele. Vi muitas meninas reclamando disso mas, no meu caso, não sei se é porque os meus cachos estão ficando mais fechados ou porque se acostumou com o produto…não sei. Porém, vou usar até acabar e depois decido o que faço.

2. A maionese eu usei pouco até agora porque ela deixa meus cachos realmente bem definidos mas muito “leves”. E no meu cabelo que já é super fino, já viu, né? E, como eu tenho mania de hidratação, acabo usando mais o creme do que a maionese, que eu encaixaria mais numa nutrição, já que tem óleos da composição.

3. O gel para day after é bom, não deixa aquele aspecto de um gel comum mas ainda assim, deixa o cabelo um pouco “estático”. Isso também depende muito do visual que a pessoa quer, né? Porque se realmente procuramos atingir vários dias de day after, queremos que os cachos fiquem mais definidos e pra isso, só aplicando mais produtos para eles resistirem ao tempo, umidade, deitar e amassar o cabelo, etc.

 

Ufa!
Esse post ficou imenso mas, não tinha outro jeito. Eu disse que passar pela transição e cuidar dos cachos fazendo low poo não era tarefa tão fácil assim.

Porém, na prática e depois de algum tempo, você pega o jeito e já sabe tudo de cor para cuidar cada vez melhor das suas madeixas. 🙂
Espero ter ajudado a clarear as ideias e a dar um caminho para quem pretende passar por tudo isso morando em Portugal.

Ah e se tiver dicas de mais produtos, por favor, deixe nos comentários!

 

Designer de Moda e Gráfico Freelancer que mora em Portugal, ama animais, viajar, divagar e escrever sobre isso.
Minhas inspirações visuais e musicais estão sempre pelas minhas redes sociais, logo aqui embaixo, ó.

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